quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Redescobrindo a comunicação

Estava numa busca em achar alguma coisa boa pra pôr no Blog até que entrei num site http://www.uxmatters.com/index.php e encontrei um artigo muito interessante que fala sobre a comunicação e a interferência (ruído) que faz com que a mensagem não seje recebida de forma correta, ou seja se a informação não chega, não há comunicação. A tradução do artigo foi feita com cortes, então ele se encontra no link original pra quem quiser consultar a matéria inteira, em inglês. Também reformulei alguns diagramas e os traduzi. Leiam que é muito interessante!!




Blogs, wikis, e-mails, web sites, mundos virtul... Hoje nós temos mais modos de comunicação que nunca. A diferença? Se as empresas não tiverem cuidado, o que eles estão tentando dizer - e o que seus clientes estão tentando dizer - pode ser perdido na complexidade. Pense nas suas experiências como usuário. Quantas vezes você recebeu um e-mail que não tinha significado para você, porque sua imagem não abriu - ou talvez porque oferecia uma menssagem que não era relevante para sua vida? [...]

A habilidade de comunicar parece obvia, porque encontramos muitas formas de comunicação diariamente. Nós lemos as notícias, compramos on-line, revemos nossas contas, escrevemos ou comentamos em um blog, e muitas outras coisas. Mas pergunte a alguem o que é comunicação e como se comunicar melhor, e você ouvirá algumas hesitações. Nós estamos perto dela, e não podemos descreve-la - é o conhecimento tácito. [...] não reclamo de não ter a definição correta. Mas eu encontrei 3 perspectivas que dão um bom começo:


um modelo
uma visão teórica
uma estratégia de experiência


O modelo básico: acalmar o ruído

Você deve ter visto alguma idéia familiar do clássico modelo de comunicação do Shannon-Weaver, que tem sua base na teoria da comunicação. [1] Este modelo descreve quanto ruídos, ou interferências, são o principal fator do qual perdemos comunicação, como mostra na Figura 1.
Figure 1 - modelo de comunicação do Shannon-Weaver


Shannon e Weaver focaram nos aspectos técnicos da comunicação - como ter informação de um sistema para outro sem degradar a mensagem. Mas seu modelo básico é util quando pensamos em aspectos sociais e tecnológicos da comunicação. Aqui está uma variação do seu modelo que destaca 3 tipos de ruídos que nós encontramos hoje:

  • ruido técnico
  • ruido semântico
  • ruido organizacional

Figure 2 - Técnico, Semântico, e organizacional. Ruídos que interferem na comunicação.

Ruido Técnico

Ruido técnico ocorre internamente e pode interromper um canal de comunicação. Um exemplo do ruído técnico é o bloqueador de imagens do Outlook em uma mensagem de e-mail em HTML. O cliente não recebe a mensagem na sua forma desejada, então literalmente não recebe a mensagem. [...]
Para grandes web-sites e canais múltiplos de comunicação, uma fonte principal de ruído técnico são conteúdo e tecnologias de gerencia de documentos. Essas tecnologias são criticas, mas nós gastamos tanto tempo resolvendo como ter sistemas que entregam as informações e não temos tempo suficiente para pensar sobre quais informações são úteis e como essa informação deve comunicar os clientes. O "Even Forrester Research" (EFR) reconhece esse problema, pedindo por menos foco no gerenciamento de conteúdo e mais foco no uso do conteúdo dos clientes. [2] [...]

Ruido Semântico

Ruido semântico é um problema com a língua de interpretação. Um exemplo de ruído semântico ou linguagem é quando uma empresa usa termos diferentes para o mesmo conceito em vários meios de comunicações. Por exemplo, uma empresa de wireless pode tratar um celular como um telefone no seu web site [...]
Mais um exemplo de ruído semântico ocorre quando um cliente telefona para uma empresa e consegue um representante que não é fluente na linguagem do cliente. Talvez a expressão idiomática do cliente confunda o representante, e as expressões não idiomáticas do representante soem desajeitados ao cliente. Um exemplo menos extremo é quando um representante de uma call center usa jargões que, para o cliente, pode ser Grego - por exemplo, dizer "power on" significando "turn on" (ligar) um celular. [...]

Não vamos esquecer do ruído semântico interpretativo, que ocorre quando o cliente recebe a mensagem desejada na linguagem certa, mas ainda não entende. Um exemplo é organizar informações em uma web site na perspectiva da empresa em vez da perspectiva do cliente. Felizmente, a arquitetura da informação pode corrigir esse problema em web sites. [...]
Outros exemplos de ruído na interpretação cai no contexto, tom (linguagem), exemplos (exemplos criados) , e outras sutilezas. O informal, e divertido tom de linguagem no site da Virgin Mobile - na sua página de senha mostrada na Figura 3 - provavelmente é um êxito no segmento de cliente visado pela empresa. Embora, esse tom não funcionaria em um site médico projetado para pessoas idosas.


Figura 3 - Linguagem informal na página de login do "Virgin Mobile"
Na "Ajuda" do site, mostrada na Figura 4, um comparação entre o serviço "auto-pay" com o serviço "valet" pode confundir o cliente se o público alvo não estiver familiarizado com o serviço "valet".

Figure 4 - Ruído interpretativo na "Ajuda" no site da Virgin Mobile


Ruido organizacional

Se os setores organizacionais fossem ouvidos, eles estariam ensurdecendo como rajadas trovão. Algumas empresas têm canais de setores que operam idependentemente e até competem um contra o outro - por exemplo, "vendas de loja" vs. "vendas na internet" vs. "vendas por telefone". Uma estrutura assim significa que ninguém é responsável ou capaz de implementar uma experiência de comunicação que cruze esses canais, implicando em coordenação de mensagem, conteúdo consistente e relevante e otimização de mensagens por canal. Os empregados que trabalham em um canal tentam guardar clientes que usam só o seu canal - quando, na verdade, os clientes poderiam usar múltiplos canais. [...]

Muitos varejistas sabem a importância da integração dos canais. O "Circuit City" emfatiza seus 3 modos de compra - na loja, na web, e por telefone, como mostra na Figura 5. "Circuit City", REI, "Best Buy", e outros também permitem que o cliente peça online, então buscam sua compra de uma loja próxima.


Figure 5 - Comprando do "Circuit City" via 3 canais

Para alguns produtos, a Amazon.com oferece telefonar para o cliente para ajudar a responder perguntas sobre os produtos, como mostra na Figura 6. [...]



Figura 6 - Serviço customizado da Amazon

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Uol pede, volta pra mim!










Hoje recebi aqui em casa uma correspondência da UOL bem interessante, a algum tempo decidimos parar de assinar o provedor. A empresa obviamente tem por meta conquistar novos clientes e reconquistar os perdidos, veja a correspondência.

A sacada da conhecida "mala direta" é exatamente se dirigir a um público específico, no caso os que canceleram o provedor especificamente os do sexo feminino. A empresa escreve o nome do cliente em cada correpondência, e cria uma sensação de exclusividade e atenção chegando até a parecer um entrega total, exalta as qualidades da mulher e tenta deixar explicito que a carta foi cuidadosamente preparada para aquele cliente.

Para mostrar ainda mais exclusividade e atenção a empresa põe um código que deve ser mencionado ao ligar pro 0800, mais uma forma de fazer com que quem receba se sinta mais exclusivo. Hoje já não se fala "prestamos um serviço ótimo", se fala "prestamos um serviço que é a sua cara".

Claro que isso tudo é feito através de um banco de dados de forma automotizada, mas a intenção é deixar mais humanizada a correpondência com cara de "fizemos isso só pra você".

Comentarista da Quinzena do ADivertido

Gostaria de agradecer ao Gabriel e ao Marcel por terem me escolhido como o "Comentarista da Quinzena" do seu blog ADivertido.
Eu acho que a àrea de designer precisa de pessoas interressadas, aspiradas que possam discutir e compartilhar informações, e a quantidade de acessos x comentários é totalmente desproporcional.

Gostaria também pode visitar mais blogs na área mas não estou tendo muito tempo nem pra criar minhas próprias postagens. Então fica a dica, troque experiências, se reuna, compartilhe tudo que puder com os outros que o conhecimento virá em dobro.

Abraço a todos os blogueiros que pensam assim e que usam a internet pra se informar e compartilhar, tudo pelo simples fato de querer ter mais conhecimento. Isso é nobre numa sociedade em que pouquíssimos lêem, se alienam em frente a uma TV e preferem comprar a revista de fofoca que tem os artistas da novela das 8, isso sinceramente não é leitura de conhecimento.

Site COLOURlovers


Esse foi um dos sites mais interessantes e úteis que eu já encontrei na internet, no COLOURlovers existe uma quantidade enorme de paletas de cores criadas, essas paletas podem ser comentadas, votadas e até mesmo baixadas se você tiver um cadastro no site que é gratuito.

É uma verdadeira mão na roda na hora de esolher combinação de cores para trabalhos e até para combinação de cores em decoração. As paletas podem ser baixadas em vários formatados como Illustrator, Photoshop, HTML...
Então fica a dica, salve nos seus favoritos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Criatividade na mídia externa

Olhando o site do ADivertido sobre outdoors de sombra resolvi postar alguns outros unúncios de midia externa que usam da criatividade para chamar a atenção.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

R Design COMG


De hoje até 4 de novembro estará acontecendo em Ouro Preto/MG o 3º Encontro Regional de Design do Centro-Oeste/Minas Gerais


O evento conta com várias oficinais que possibilita uma maior integração dos profissionais da área, discursão de assuntos e a abertura de novos contatos com as pessoas do mesmo ramo. E eu vou estar lá!

sábado, 27 de outubro de 2007

Guerra dos Sorvetes: Nestlé vs. Unilever

Traduzi essa matéria muito interessante que fala das conconcorrentes Unilever e Nestlé no ramo de sorvetes, suas aquisições de marcas, seus mercados promissores, seus faturamentos, além disso também é abordado o mercado que as empresas como essas apostam, seus produtos e o caminho em que o mercado de sorvetes ruma, sendo cada vez mais dificil a sobrevivência de sorveterias que vendem a sua própria marca.

Notei também que a Nestlé exibe melhor seus produtos nos sites e passa uma imagem melhor de sorvetes premium, portando grande parte das imagen aqui são de sorvetes da Nestlé.

Essa matéria é americana então eu não tenho certeza se essas marcas mais caras tipo premium são vendidas aqui no Brasil, ou se eles seguem outra linha de marcas. Enfim, vale a pena a leitura de qualquer forma.


CRÉDITOS: http://www.businessweek.com/globalbiz/content/aug2007/gb20070824_230078.htm?chan=search



Ver as linhas de turistas indo ao encontro da famosa bancada de sorvetes da Berthillon na Ile Saint-Louis em Paris, e você sabe que em dias de cão do verão, nada melhor vem à cabeça que uma bola de sorvete refrescante. Do rico, sabores super-premium como o “Bem & Jerry’s Chunky Monkey”, aos com menos calorias oferecidos pela “Dreye’s”, para os que morrem por uma bola de sorvete da Berthillon, as vendas tem coberto o mercado com produtos que se encaixam em todos gostos e bolsos.

O que muitos consumidores podem não perceber, embora, e quão grande se tornaram os negócios na área de sorvetes. Os dias de negócios pequenos conhecidos como “mom and pop bussiness” e as pequenas marcas locais de sorvete estão desaparecendo. Hoje, 59 bilhões da industria de sorvetes é dominado por dois gigantes:
Nestlé da Suissa (NESN.DE) e Anglo-Holandesa conglomerado Unilever (UN). Juntas, eles controlam mais que 1/3 no mercado mundial – e metade das vendas de sorvetes nos Estados Unidos – e eles estão procurando se expandir para regiões desenvolvidas na Ásia e na América Latina.

É uma grande batalha em um crescente e proveitoso mercado. A empresa Euromonitor (serviços de pesquisa) calcula que a venda de sorvetes no mundo está crescendo anualmente 2.5% e chegará à casa dos 65 bilhões em 2010. Na Europa Ocidental, o maior mercado do mundo, englobou cerca de 21.5 bilhões de sobremesas geladas no ultimo ano, enquanto os Norte Americanos devoraram 16.3 bilhões. O mercado mais promissor para crescimento esta em paises de economia emergentes como China e Brasil, onde anualmente as vendas estão crescendo 8.5% e 8%, respectivamente.


Taxas de enriquecimento

Nem a Nestlé nem a Unilever tiveram tanta presença no mercado de sorvetes duas décadas atrás. Mas começando na década de 1990, ambas começaram agressivamente adquirindo companhias. Em 2001, a Nestlé obteve os direitos de vender “Häagen-Dazs” nos Estados Unidos e Canadá da “General Mills”, que é a dona da marca e a vende no resto do mundo. A Nestlé também comprou a Dreyer’s uma marca Suíça que faz o Mövenpick. A Unilever englobou a “Ben & Jerry's” em 2000 por 326 milhões e também a “Breyers Ice Cream”. Hoje, a Nestlé ostenta 17.5% do mercado mundial, enquanto a Unilever esta bem perto com 16%.

O resto do mercado esta bem fragmentado: O nº 3 nos Estados Unidos, Well’s Dairy, tem só 5%. Outras marcas de renome no mundo são “General Mills”, “Baskin-Robbins” (uma unidade da “Dunkin’ Brands”), e a Lotte do Japão, a nº1 em seu pais. Na China a “Inner Mongolian Yili Industrial Group” tem 17% da participação do mercado no seu pais e será o único patrocinador de leite das Olimpíadas de Verão de Beijing em 2008.

A decisão de focar em sorvetes valeu a pena para ambas Nestlé e Unilever. A companhia Suissa (Nestlé) ganhou perto de 20% de seus 42 bilhões calculados na primeira metade de 2007, rendimento de seus produtos de leite e da divisão de sorvetes[...] A unidade saltou em quase 900 milhões em lucros, mais que qualquer outra parte da companhia. A divisão de sorvete e bebidas da Unilever rendeu mais que 20% de seus 26.7 bilhões de receita, calculados na primeira metade. O analista Ian Kellet com a agência corretora Numis Securities calcula que somente os sorvetes foram 10% dos 3 bilhões dos lucros da primeira metade da Unilever.

Para alimentar o crescimento, ambas companhias tem contado em conquistar consumidores para pagarem mais por guloseimas geladas. Com sua estratégia nos ícones americanos Häagen-Dazs and Ben & Jerry's – uma vez marcas de quintal e agora distribuídas em todo mundo – os gigantes alimentícios tem ajudado a levar o gosto popular do consumidor longe do baixo-mercado, produzindo marcas mais lucrativas para produtos do tipo superpremium. “Concentrando-se em marcas superpremium, ambas companhias tem aumentado o preço de seus produtos,” diz Francisco Redruello analista de embalagens de alimentos da Eromonitor.


Respondendo as questão da saúde

A crescente economia no mundo deve favorecer a tendência, pessoas tem mais dinheiro em seu bolso para gastar em bens como um sorvete do alto-mercado. “O foco na qualidade, marcas cômodas tem sido totalmente integral ao nosso crescimento,” diz Jena-Marie Gurné, cabeça da unidade de estratégia comercial dos sorvetes da Nestlé. Gurné prediz que a venda de sorvetes da Nestlé em todo mundo deve aumentar 3% no próximo ano.

No mesmo tempo, ambas Nestlé e Unilever estão alertas ao crescimento da saúde consciente, particularmente no Oeste da Europa e da América do Norte. A indústria tem respondido estendendo produtos com baixa gordura e com menos calorias. 2.5 bilhões da Nestlé vem do “Dreyer’s Grand Ice Cream” lançado em 2002 e ajudou segurar o ataque do leão deste mercado que cada vez mais cresce nos Estados Unidos. A linha “Slow Churned” da Dreyer’s, com 50% menos gordura e 30% menos calorias, prova um grande sucesso, até forçando a Unilever a lançar produtos similares levando a marca da “Bem & Jerry’s”.

“Sorvetes no estilo melhor-pra-você tem sido um grande benefício,” diz Carl Short[...] “A Nestlé e a Unilever estão ambas focadas nesse crescente mercado numa tentativa de atrair novos clientes.”

Vendas na Ásia

Enquanto tão saudáveis opiniões tem ajudado a aumentar as vendas em mercados desenvolvidos, a grande perspectiva de maior crescimento está na Ásia, onde negócios com sorvetes esta estabelecido por dobro de dígitos nos próximos 5 anos. A receita total da Ásia região do Oceano Pacífica conseguiu 11.6 bilhões de dólares no ultimo ano, com 3.7 bilhões de dólares somente na China.

Por agora, a penetração do mercado permanece baixa, embora Unilever e Nestlé estejam acelerando em paises como as Filipinas e Indonésia na esperança de aumentar a influência do consumidor. Por causa de algumas casas em paises em desenvolvimento não terem freezers, as companhias estão focadas em vender porções separadas na através de vendedores na rua. Que deve ajudar a expandir seus mercados em paises onde refrigeradores são um luxo fora de alcanse.

Desde agora, a Nestlé e a Unilever parecem exatamente combinados, embora os analistas digam que a Nestlé mostrou uma maior vontade de inovar em mercados locais do que sua rival anglo-holandesa. De qualquer jeito, a crescente globalização da industria do sorvete faz com que seje difícil para os fazedores de sorvete local vencer os “grande meninos”.Com sua grande rede de distribuição e rico orçamentos em marketing, Nestlé e Unilever tem mais vantagens. E ambos tem dito que eles podem fazer mais aquisições, particularmente na Ásia, no futuro.

Sem dúvidas, os dias da sorveteria local passou. Mas enquanto os gigantes Europeus da área alimentícia fornecerem um delicioso sabor para ajudar as pessoas a se refrescarem no calor do verão, ninguém particularmente parece se inportar.

Nota do editor: A versão original desse artigo, publicado em 24 de agosto de 2007, erroneamente pôs a Nestlé dona da Häagen-Dazs. Na verdade, a marca Häagen-Dazs é propriedade da “General Mills”. A Nestlé tem a licença de vender Häagen-Dazs somente na América do Norte, enquanto a “General Mills” vende no resto do mundo, por conta própria ou com parceiros.